Na adolescência, o corpo muda depressa e o olhar sobre si próprio fica mais exigente. É natural que o seu filho ou filha repare em tudo o que gostaria de mudar e perceba pouco aquilo que já tem de valioso. A autoestima, nesta fase, é frágil porque está a construir-se — e isso não é um defeito, é parte do caminho.
O que ajuda no dia a dia
Valorizar o esforço e as escolhas, não só os resultados ou a aparência.
Notar em voz alta as qualidades que muitas vezes passam despercebidas.
Dar espaço para tentar, falhar e voltar a tentar sem medo de julgamento.
Lembrar que ser-se diferente dos outros também é uma forma de valor.
Mais do que reflexos no espelho, a autoestima alimenta-se de sentir que se é aceite e que se pertence. Se sentir que o seu filho anda mais duro consigo mesmo, talvez valha a pena conversarmos com calma sobre como acompanhá-lo nesta descoberta.
