Autoestima na adolescência: para além do espelho

A autoestima cresce mais fora do espelho do que pensamos: nas pequenas conquistas e no afeto que se recebe.

Na adolescência, o corpo muda depressa e o olhar sobre si próprio fica mais exigente. É natural que o seu filho ou filha repare em tudo o que gostaria de mudar e perceba pouco aquilo que já tem de valioso. A autoestima, nesta fase, é frágil porque está a construir-se — e isso não é um defeito, é parte do caminho.

O que ajuda no dia a dia

  • Valorizar o esforço e as escolhas, não só os resultados ou a aparência.

  • Notar em voz alta as qualidades que muitas vezes passam despercebidas.

  • Dar espaço para tentar, falhar e voltar a tentar sem medo de julgamento.

  • Lembrar que ser-se diferente dos outros também é uma forma de valor.

Mais do que reflexos no espelho, a autoestima alimenta-se de sentir que se é aceite e que se pertence. Se sentir que o seu filho anda mais duro consigo mesmo, talvez valha a pena conversarmos com calma sobre como acompanhá-lo nesta descoberta.

Um cuidado contínuo, como as ondas

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